Para nós, que trabalhamos nesta área, a importância do design é óbvia. Infelizmente, para muitos, o papel do design como actividade geradora de benefícios palpáveis não é assim tão relevante na vida quotidiana.
Na verdade, hoje em dia, o design gráfico é bem mais eficiente no campo da comunicação do que a transmissão oral propriamente dita. Porém, este é subestimado, uma vez que os seus benefícios são entendidos como superficiais, simplesmente ligados à beleza.
Ao longo da história, o design gráfico tem desempenhado um papel relevante na comunicação de uma identidade social: imagens construtivistas russas; o velho Uncle Sam; incitações nazis; a tradição dos cartazes do Leste europeu e um sem-número de imagens que já fazem parte do inconsciente colectivo mundial.
Só no papel da comunicação, o universo de actuação do designer já é amplo o suficiente para justificar sua integração no processo de formação e geração de trabalho. O designer configura a cultura visual da sociedade onde se insere e, consequentemente, transmite ideias, valores e conceitos que afectam as acções, as opiniões, a conduta e o conhecimento dos usuários. É importante para o designer ter noção da responsabilidade profissional e ética do seu trabalho, uma vez que a sua função é comunicar e transmitir uma mensagem (ou ideologia) que irá atingir e influenciar um grupo de pessoas, grupo esse que pode ser bem vasto.